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( )

dentro de mim
alguma coisa ainda dói

um pedaço de casca que incomoda
um berço de pus que arde
pelas entranhas de um coração
que não se conforma

com a falta de vida
com a falta de tristeza
 
todo amor é triste
se não arde
não é amor

( pedido )

A face pisca

Pisca

e eu não posso

longe

 

Guarda-chuvas cor de laranja

Cobrem os sonhos

A saudade

 

Falta de ventanias

De bosques, mares

Ondas

 

Será que

Alguma delas

Te envia pra mim?

( duo )

Parar tudo que se faz

Sentar

Escrever

E deixar pronta a tarefa

De casa

De vários dias

 

Depois

Voltar ao normal

A terra de dinossauros

Que pesam nas costas

Dançantes

Temperando a vida

( mecânico )

Espécie de máquina, que

Contém uma ânfora

De canções

E sentidos sentimentos

 

Vontade

De aprisionar essa sintonia

E não acabar caindo

No descrédito do teu sorriso

Que evolui

D’algum mar do planeta

Necessidade

Pulsante

De isolamento, aislarse

Tombar o pescoço

E comer uma flor amarela

Que derrete na boca

Desprender-se de

Travas

Ondas

Sombras

Engolir o amor

o último homem no dia em que o sol morreu

 

 

Descrença das palavras

Que simplesmente saem

Sem filtro, sem pena

Sem sentimento algum

 

Enganar o apetite

E mergulhar num oásis

Metamorfoseado

Em sol

( segredo )

Estranha brincadeira

Sensação

De mistura

Complemento de braços de baleia

 

O cambio

De pensamentos saturados

De céu azul de faca

Cores

 

De um lugar

Já distante

Enferrujado talvez

Num labirinto

Entupido

De grama

E pele de arbustos

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