Maio 18, 2009 por Sarah Zewe Uriarte
Folhas dançam na janela um canto de sol
e os versos misturam-se no perfume das flores
e suas diversas cores
Com habilidade incrível os poetas pincelam as letras
recolhem as folhas secas tentando não machucar os ramos
Mas a execução exige extremo cuidado:
os caules podem ter espinhos
e o poeta desvairado distrai-se com um pássaro cantando
e puxa os versos rasgados
manchados
doloridos
É preciso restaurar os versos:
cantar uma nova canção para pintar mais flores
diversas cores
contar amores
e torná-los de novo vivos
dançando alegres ao som da dança das folhas
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Queria começar do zero
Contigo, sempre contigo
sempre, de novo, mais uma vez
Aprender a te amar
Cada vez como a primeira vez
E que sejam infinitas as primeiras vezes
E pra que possam chegar as segundas,
as terceiras e as infinitas vezes
Queria aprender a gostar sempre
de qualquer palavra que eu ouça sair da tua boca
E que eu nunca me canse de te ver sorrir
Seja indescritível cada vez que eu te olhe
Fundo, bem dentro dos olhos
Que tu possas enxergar sempre a minha alma
Aprendendo a te amar mais
Sempre, e de novo, e mais uma vez
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Março 25, 2009 por Sarah Zewe Uriarte
Aos poucos vou conseguindo te entender
e começando a me encontrar em ti
e continuando a te gostar sempre mais
O teu cheiro me dá cor
e no teu abraço eu deixo o meu cheiro
assim ficam os dois
perfume
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Março 4, 2009 por Sarah Zewe Uriarte
Cada vez é sempre mais
Porque bom nunca é suficiente
E eu necessito intensidade
De viver mais sufocada
Me sentir mais enjaulada
Bicho que foge pro mato
E não encontra abrigo
A lei é ir com tudo
Bater de frente
Quebrar a cara
Testar a força
Pra se ver que já não basta
Já que cada vez é sempre mais
Porque bom nunca é suficiente
E eu necessito intensidade
De nunca conseguir parar
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Fevereiro 25, 2009 por Sarah Zewe Uriarte

Pausa nos poemas pra divulgar ”Desabafo” e “Últimas Palavras” que foram publicados no site http://veropoema.net e atualmente estão na capa.
Boa volta de carnaval à todos!
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Fevereiro 17, 2009 por Sarah Zewe Uriarte
Vivo numa luta diária com mundo ao qual pertenço
Estou sempre atrasada pra começar a viver
E frágil demais pra poder suportar
toda a ansiedade que cabe em sentir
E em se sentir
Andando pro lado oposto
Na contramão
Pareço correr pro caminho contrário
E dar barrigadas onde o mundo termina
Nas barreiras que ele criou em mim
Quando ele me domina, eu delimito seu espaço
E aos poucos assumo o controle
Quando eu o domino, ele me assusta
E mais que depressa me sinto caindo
Sempre pra mais longe
Parecendo cada vez mais esquisita
Acho que sou o oposto do que ele queria de mim
O negativo do que achavam que eu seria
E assim sigo procurando meu pólo positivo
Meu bônus, a avenida certa pra não andar sempre de ré
O lado pra onde se deve ir,
de onde se deve partir,
e aonde se deve chegar
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Fevereiro 9, 2009 por Sarah Zewe Uriarte
Amor, não queria te contar, mas resolvi partir.
Bem provável que tu não entendas: e nem te peço pra entender! Mas deu minha hora. Já estava ficando tarde, e eu não gosto de andar no escuro. Quem sabe um dia eu volto, quando voltar o Sol pra minha cidade. Quando voltarem as cores e os perfumes das flores, eu volto. Sim, eu volto junto! Pego carona em um raio de calor que vai trazer de novo alegria pra minha gente.
Quando isso acontecer, daí sim, eu volto. Mas por favor, não me espera. Porque eu posso mudar de opinião. Eu posso voltar e não querer. Tu podes não querer e eu voltar.
Então segue a tua vida, continua tua estrada. Não me espera, por favor. Eu tenho medo de decepcionar, eu tenho medo de não voltar, eu tenho medo de ter esquecido de te amar.
Falando nisso.. como que faz pra te amar? Qual é o teu gosto? Acho que já esqueci. Por isso que deu minha hora, e aliás, já passou de tarde e eu preciso ir.
Mas precisava te escrever essa última recomendação, em nome da nossa cumplicidade:
não me espera, por favor!
mas não me esquece, e quando eu voltar, diz que ficou o tempo todo na praia esperando a onda de calor que ia me trazer de volta.
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Janeiro 23, 2009 por Sarah Zewe Uriarte

Para quem me faz sorrir, com amor...
Tenho medo da saudade..
E se quando eu voltar, não conseguir lembrar do teu rosto?
Se o teu cheiro fugir de mim?
Vou tentar te guardar dentro de um pote
dentro de uma bolha
dentro de um baú
quem sabe assim eu não te perco
Mas se, dentro de mim, tu ficares sufocado?
e se eu colocar alguma coisa em cima de ti
e tu acabares caindo pro fundo do baú?
Não.
Vou ficar pensando em um modo de te guardar
Pra esquecer dessa saudade
dessa vontade
dessa tristeza
dessa falta que é não ter a tua presença
e o teu cheiro
e o teu rosto
e de não poder te abraçar
e te contar o dia
e pensar que vai ser sempre assim
cada vez mais juntos
cada vez sempre mais
E cada vez que vier a saudade
eu vou arranjar um jeito novo de te guardar pra mim
pra ver se tu nunca te cansas
pra tu não ter vontade de ir embora
pra eu poder te ter quando a saudade terminar
pra existir saudade
pra existir amor
mas como ainda não consigo
quero ver se te prendo nesse poema
porque aqui tu ficas mais seguro
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Dezembro 19, 2008 por Sarah Zewe Uriarte
O sol quente colorindo a cidade que não me nota
cada fresta de vento que foge seu curso
e me encontra admirando a vida..
horizontes inteiros a serem descobertos
por pequenos olhos negros
que mergulham o mundo e os poentes
cada pequenez humana
totalmente dispensáveis
acho que não quero mais voltar
desejo permanecer inerte
nova e colorida visão da vida
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Dezembro 14, 2008 por Sarah Zewe Uriarte
Mas eu gosto de pequenas esperas
Te buscar na lua
Cheiro de manjericão
Olhar plantas
Contar estrelas
E te encontrar em mim
Acho que gosto mesmo é de tudo que é simples
Te ver chegar
Um beijo
Uma saudade
Lua cheia
Vento leve
Olhar pro mar
E lá me encontrar nos teus olhos
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