Saiu do barco sob
a nuvem de linho
despido de todo artifício, sem ímãs
corpo
Não grites comigo!
Não gosto quando alteras a
voz, ficas vermelho feito
molho de tomate, cavalo xucro
Tens sede de céu.
Saiu do barco sob
a nuvem de linho
despido de todo artifício, sem ímãs
corpo
Não grites comigo!
Não gosto quando alteras a
voz, ficas vermelho feito
molho de tomate, cavalo xucro
Tens sede de céu.
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peço desculpas
precisava fugir dos monstros
que enegreciam as noites
e os dias
e as idas
sentir de novo
o arrepio na espinha
que me lembra
de viver
e me acorda
com o relógio
ouvir vozes passantes
que cantam
mas calam nas voltas
nem toda canção
enfrenta as estrelas
mas cada uma delas
tem dentro de si
um dia
e uma ida
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Mais dois poemas publicados no http://veropoema.net/, e de novo na capa!
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peixe de ouro que padece no abismo
molhado da minha água
viva
canta o paraíso
na mente oca do bicho,
seu halo cor de fim de noite
embala a viola de chuva
que cai de torpor
Tropeçou no paralelepípedo
Levou coice da fonte
Uma pedra no olho
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agora cumplicidades também em:
http://flickr.com/sarahuriarte/
http://vimeo.com/user8009943/
e o Cúmplice aqui logo logo volta..
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Sacudiu a bolsa, e finalmente encontrou a chave. Colocou-a na porta, dirigiu-se ao seu cubículo. Com um certo receio, abriu a gaveta de cabeceira. Retirou, entre tantas, uma ficha de anotações. Nela, estava escrito quem ela seria naquele dia. No dia seguinte seria outra, e assim até as fichas acabarem.
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Depois que acaba, a gente faz o que?
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Eu não tinha este rosto de hoje,
assim calmo, assim triste, assim magro,
nem estes olhos tão vazios,
nem o lábio amargo.
Eu não tinha estas mãos sem força,
tão paradas e frias e mortas;
eu não tinha este coração
que nem se mostra.
Eu não dei por esta mudança,
tão simples, tão certa, tão fácil:
– Em que espelho ficou perdida a minha face?
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bem clichê.. mas bem sincero
por enquanto é isso..
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novidades em breve.. mudanças.. de fato. nova cumplicidade, nova parceria.
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O corvo deitado na canoa molha o bico,
bigorna caindo delicada,
no leite de ouro esvaecido
o relâmpago entope a cidade
de betume
soa o último sopro do jazz
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hoje o céu era cinza
desses bem
clarinhos, fosco
até que tu,
descuidado,
apertaste meu coração
com muita
força
sem saber gritar, ele quebrou
e sujou o céu
dum líquido cor de terra
Só aí descobri que já tinhas ido embora
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